Enxaqueca: invista na prevenção
Muitos podem não dar a devida importância à enxaqueca, mas ela é coisa séria. Um estudo realizado pela Leiden University, na Holanda, evidencia que uma parte do cérebro, chamada de cerebelo, pode ser danificada progressivamente por ataques constantes da dor. O risco de derrames também aumenta. Mas, se controlada, a doença é inofensiva.
Sem tratamento, a qualidade de vida dos que sofrem com as dores de cabeça é, muitas vezes, prejudicada. "Muitos deixam de fazer atividades de lazer, perdem dias de trabalho ou estudo ou, precisam ir ao hospital receber medicação venosa", diz o neurologista Kleber Carmo.
Conforme informações do Centro de Cefaléia São Paulo, esse tipo de dor é responsável por uma média de quatro dias de trabalho perdidos por ano, sem contar os que o paciente trabalha com dor, diminuindo a produtividade. O grau de comprometimento das atividades classifica as crises. As leves não prejudicam, já as moderadas, sim. As chamadas graves impossibilitam o paciente de fazer qualquer atividade.
Muitas vezes, a enxaqueca só vai embora quando o paciente lança mão de um medicamento. Mas o uso prolongado de substâncias para minimizar o desconforto pode ocasionar diversos problemas. Entre os efeitos, estão distúrbios dos sistemas digestivo e neurológico. Tomar analgésicos sem prescrição médica durante muito tempo é prejudicial. Os remédios acabam não tendo o efeito esperado e acabam aumentando a dor, pois acostumam o cérebro a não produzir a endorfina, que é um analgésico natural. "Vemos cada vez mais pacientes com piora pelo uso indiscriminado de analgésicos, chegando ao quadro de cefaléia crônica", alerta o Dr. Carmo.
Não adianta esperar a primeira pontada aparecer para tratar a enxaqueca. De acordo com o neurologista, as pessoas que já identificaram fatores desencadeantes devem evitá-los, além de modificar os hábitos. "Atividades físicas regulares, alimentação e sono podem ajudar. Não há um tratamento curativo, mas existem substâncias eficazes para tratar as crises e preveni-las, com impacto muito positivo", orienta.
O tratamento pode não eliminar por completo a cefaléia, mas reduz a freqüência e intensidade, tornando as crises mais facilmente controláveis. Aparecendo os sintomas, o melhor fazer uma consulta antes de qualquer comprimido. Somente o médico poderá avaliar o estado clínico e prescrever o tratamento adequado, aquele que realmente aliviará a dor, sem riscos à sua saúde.
Por Redação SuperCarioca.com
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